sábado, 28 de junho de 2008

Passeio a Santiago de Compostela



Pequena canção escrita por D. Maria Lizette Coelho Trabulo, dedicada ao Sr. Presidente da Junta António Félix, no passeio realizado no dia 24 de Maio de 2008 a Santiago de Compostela.


Vai companheiro, vai, vai
Vai buscar o teu amigo
Vem companheiro, vem, vem
Junta-te ao nosso convívio.

Junta-te ao nosso convívio
É um grupo de gente boa
Nossa terra é Sebadelhe
Do concelho de Foz Côa.

Do concelho de Foz Côa
Estamos muito contentes
Com a nossa comissão
E o nosso Presidente.

É o nosso Presidente
Merece o nosso respeito
Nunca será esquecido
Será sempre o nosso eleito.

Será sempre o nosso eleito
Para bem da Freguesia
Leva-nos a passear
É p’ra todos uma alegria.

É p’ra todos uma alegria
É uma grande animação
Viva o nosso Presidente
Que tem um grande coração.

Tem um grande coração
E nunca fica parado
Com a sua reinação
Leva-nos a todo lado.

Leva-nos a todo o lado
Sempre alegre e bem disposto
Para a gente da sua terra
Tudo faz com muito gosto.

Tudo faz com muito gosto
Tudo na boa união
Viva o nosso Presidente
E a nossa comissão.

Venham novos, venham velhos.
Rapazes e raparigas
Todos alegres e contentes
Ouvir as nossas cantigas.

Ouvir as nossas cantigas
Agora que a vida é bela
Vamos dar um grande abraço
O Santiago de Compostela.

Desculpem oh meus senhores
Por todos temos respeito
Nos não temos instruções
Cantemos a nosso jeito.

Cantemos do nosso jeito.
Para os senhores que aqui estão
Uma salva de palmas
Para todos quantos vão.

sábado, 14 de junho de 2008

Lenda da Moura Encantada


Em Sebadelhe existe um lugar chamado Fontelas onde existe uma presa de água.
Uma vez uma mulher sonhou 3x, que nessa presa existia uma Moura Encantada, mas que estava transformada numa cobra. Sonhou que havia de ir lá depois da meia-noite.
O sonho dizia-lhe:
- "Bate 3 x com o pé junto da presa e a cobra aparecerá, terás de lhe dar um beijo, depois de a beijares a cobra transformar-se-á numa linda moura e de uma rocha sairá um baú cheio de ouro e jóias que serão teus."
O sonho dizia para ela se dirigir as Fontelas sem dizer nada a ninguém.
A mulher assim o fez.
Depois da meia-noite dirigiu-se a presa, bateu 3x com o pé junto a rocha e apareceu-lhe uma enorme cobra. A mulher ficou cheia de medo, virou costas e desatou a fugir.
A cobra gritou:
- " Maldita mulher, maldita sejas, que me dobras-te o encanto por mais outros tantos milhares de anos. Se não fosse o filho que trazes no ventre, matar-te-ia".
A mulher fugiu sem olhar para trás.

Lenda do Lavrador Desatado


Há muitos, muitos anos atrás, o vinho do Porto era transportado de Sebadelhe para o Vesúvio em carros de bois pelos lavradores.
Um dia quando dois lavradores regressavam do Vesúvio, chegaram junto a ponte Romana da Ribeira Teja e por ali pernoitaram. Os dois lavradores, o Francisco e o António, deitaram-se a dormir.
De manha quando acordaram, o Francisco estava em perfeitas condições e o António estava todo arranhado, parecia até que tinha caído num silveiredo.
O Francisco olhou para ele e perguntou:
- "O quê que te aconteceu?"
- "A mim nada, estive sempre a dormir." Mas depois lembrou-se...
- "Há, eu sonhei que andava com umas feiticeiras a cantar e a dançar em cima de uns silveiredos".
O Francisco admirado disse:
- "Olha amigo diz-me lá! Tu antes de te deitares benzeste-te e rezas-te?"
- "Eu cá não, não ligo a essas coisas" respondeu o António.
- "Então olha que sempre foram as feiticeiras que te levaram, para cima dos silveiredos, não foi sonha, mas realidade."
E o António respondeu: "Eu cá não acredito em feiticeiras".

Então os dois lavradores combinaram o seguinte:
"Na próxima noite voltamos a dormir cá."

E assim fizeram.

No dia Seguinte, deitaram-se debaixo da ponte mas não adormeceram.
O Francisco benzeu-se, o António não.
Depois da meia-noite, apareceram as feiticeiras, chegaram junto dos lavradores e disseram umas para as outras:
- "Um está atado e outro desatado."
O atado era o Francisco e o desatado era o António.
O desatado foi levado pelas feiticeiras e andou outra vez a dançar e a cantar por cima do silveiredo, mas bem acordado.
Quando voltou de manhã o Francisco perguntou-lhe:
- "Então eu tinha, ou não tinha razão?"
- "Isso de tu te benzeres e eu não, ainda não acredito." Respondeu o António.

Combinaram então, voltarem a dormir no mesmo local, e de se benzerem os dois.

Depois da meia-noite voltaram as feiticeiras, e eles acordados fingindo que dormiam, chegaram junto dos lavradores e perguntaram:
- "Então como é que eles estão?"
- "Estão os dois atados, hoje não podemos fazer nada:"
As feiticeiras foram embora e os lavradores ficaram em paz.

- "Então agora já acreditas?" Perguntou o Francisco que sempre se benzeu.
- "Agora sim, já acredito!!!"